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	<title>Cisneiros por aí &#187; Língua Portuguêsa</title>
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	<description>Crônicas e pensamentos do dia-a-dia</description>
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		<title>Língua Portuguesa: “Estupro” ou “Estrupo”?</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 01:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Cisneiros Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[colégio]]></category>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele é o inimigo dos professores de português. Ele é o terror dos corretores de redação. Ele é o vilão que ataca a nota do aluno. Ele é o Barbarismo. Aos que não sabem, não lembram ou não dão a mínima, &#8220;barbarismo&#8221; é todo erro crasso da língua portuguesa, erros que apontam marca viciosa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Ele é o inimigo dos professores de português. Ele é o terror dos corretores de <span>redação</span>. Ele é o vilão que ataca a nota do aluno. Ele é o Barbarismo. Aos que não sabem, não lembram ou não dão a mínima, &#8220;<strong>barbarismo</strong>&#8221; é todo <strong>erro crasso</strong> da língua portuguesa, erros que apontam marca viciosa de oralidade. Exemplo: &#8220;Eu hoje estou <span>menas</span></span><em> (sic) </em><span>doente&#8221;. &#8220;Menos&#8221; é um advérbio, e todo <span>advérvbio</span> é invariável. Logo, &#8220;<span>menas</span>&#8221; não existe.</span></p>
<p><span>Porém há alguns pontos nos quais eu <strong>discordo </strong>do o que é ensinado nos colégios. Há expressões que <strong>aparentemente </strong>são erradas, mas, na verdade, elas apresentam<strong> coerência com a ideia</strong> que o escritor ou falante quer passar. E um exemplo desse caso é a palavra<strong> &#8220;estupro&#8221;</strong>. <span>Doi</span> o ouvido de qualquer professor de <span>redação</span> quando ele ouve seu aluno falando &#8220;<span>estrupo</span>&#8220;, &#8220;<span>estrupada</span>&#8220;, <span>&#8220;estrupar</span>&#8220;. Mas eu acho que a forma <strong>&#8220;<span>estrupo</span>&#8220;</strong> não é <span>incorreta</span>.</span></p>
<p><span>Pare para analisar: quando alguém diz que foi<strong> &#8220;<span>estrupada</span>&#8220;</strong>, o que vem a sua cabeça? A forma com que a palavra &#8220;<span>estrupo</span>&#8221; soa, você imagina algo <strong>violento</strong>, um bandido sedento abusando ferozmente de uma pobre donzela em perigo, com toda uma malícia e um desejo carnívoro. Um &#8220;<span>estrupo</span>&#8221; é algo terrível, algo horrendo, algo quase fatal.</span></p>
<p>Já quando alguém chega com todo o garbo e elegância e fala que alguém foi<strong> &#8220;estuprada&#8221;</strong>&#8230; não passa a mesma mensagem! &#8220;Estuprador&#8221;, sinceramente, parece nome de <strong>profissão</strong>. É uma palavra que <strong>soa bem</strong>, e não transmite a ferocidade de um abuso sexual desse calibre. Eu imagino uma cena assim:</p>
<blockquote><p><span>Boa noite, tudo bom? Prazer, meu nome é Fernando Silva e eu sou um <strong><span>estuprador</span></strong>. Poderia dedicar alguns minutos de sua atenção para uma <span>seção</span> de sexo contra a sua vontade? Não? Ah, sinto muito, mas pela situação <span>atual</span> da minha posição, não posso permitir. Mas posso fazer uma oferta especial: se você decidir aceitar nos próximos 30 segundos, eu lhe dou esse cartão de fidelidade e um selo. Ao <span>coletar</span> 6 selos, você ganha uma dispensa do próximo estupro! Ah, e não esqueça, eu sou um <span>profissional</span> qualificado para o que vou fazer, com registo na OEAB (Organização dos <span>Estupradores</span> e Abusadores do Brasil) e usarei sempre <span>proteção</span>, pois a saúde vem em primeiro lugar.</span></p></blockquote>
<p><span>Professores e professoras, me desculpem, mas um &#8220;<span>estrupo</span>&#8220;</span> é muito mais <strong>coerente</strong>, muito mais contextualizado do que um &#8220;estupro&#8221;. A boa expressão é aquela que passa a mensagem, e um maléfico &#8220;estrupo&#8221; faz isso com maestria, ao contrário do recatado &#8220;estupro&#8221;.</p>
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