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	<title>Cisneiros por aí &#187; felicidade</title>
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	<description>Crônicas e pensamentos do dia-a-dia</description>
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		<title>Declaração de amor</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Cisneiros Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[falha]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Ah, o amor. Sentimento tão bonito que une dois corpos separados em um só. Em todos os sentidos que você queira interpretar. A cultura atual possui várias determinações, e uma delas é que as pessoas que amam alguem devem demonstrar seu amor. Há várias formas de fazê-lo: desde as clássicas, como o bouquet de rosas, até as mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o <strong>amor</strong>. Sentimento tão bonito que une dois corpos separados em um só. Em todos os sentidos que você queira interpretar. A cultura atual possui várias determinações, e uma delas é que as pessoas que amam alguem devem <strong>demonstrar seu amor</strong>. Há várias formas de fazê-lo: desde as clássicas, como o bouquet de rosas, até as mais elaboradas.</p>
<p>Quando vim morar no prédio que habito hoje, há pouco mais de um ano, uma das primeiras coisas que reparei ao olhar pela varanda foi uma frase escrita em letras garrafais em uma das ruas do cruzamento onde o prédio fica. A frase era <strong>&#8220;Te amo, Kinha&#8221;</strong>.</p>
<div>
<dl id="attachment_356" style="float: right; text-align: center; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px; width: 160px; margin: 10px; border: 1px solid #dddddd;">
<dt><a href="http://blog.cisneiros.com/wp-content/uploads/2010/04/BlogPost-Declaracao-Kinha.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Declaração de amor para Kinha" src="http://blog.cisneiros.com/wp-content/uploads/2010/04/BlogPost-Declaracao-Kinha-150x86.jpg" alt="Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado." width="150" height="86" /></a></dt>
<dd style="font-size: 11px; line-height: 17px; padding-top: 0px; padding-right: 4px; padding-bottom: 5px; padding-left: 4px; margin: 0px;">Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado. Clique para aumentar.</dd>
</dl>
</div>
<p>Eu não acho que a ideia do amante (&#8220;amante&#8221; = pessoa que ama) em questão foi muito boa. Vamos analisar as possibilidades. Três coisas podem acontecer:</p>
<ol>
<li>Kinha <strong>gostava </strong>do rapaz e ficou <strong>lisongeada </strong>com a declaração. Ela achou muito lindo e ficou com o amante.</li>
<li>Kinha <strong>gostava</strong> do rapaz, mas achou a homenagem <strong>extravagante</strong>. Ela se irritou e terminou qualquer tipo de relação com o amante.</li>
<li>Kinha <strong>não gostava</strong> do rapaz, e depois disso passou a <strong>detestá-lo ainda mais</strong>, pois agora o vê como um perseguidor, alguém desagradavel.</li>
</ol>
<p>Das três possibilidades, duas são contra nosso guerreiro corajoso. A probabilidade está contra ele, mas probabilidade não quer dizer realidade, necessariamente. Ignorando outras variáveis, há 33,3% de chance de Kinha ter gostado da homenagem e ter ficado com o amante. <strong>Mas as coisas não terminam aí.</strong></p>
<p>Poucos dias antes da Semana Santa, ao voltar do colégio, olho pela varanda e me deparo com algo interessante:</p>
<div style="text-align: center;">
<dl id="attachment_357" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; border-top-left-radius: 3px 3px; border-top-right-radius: 3px 3px; border-bottom-right-radius: 3px 3px; border-bottom-left-radius: 3px 3px; width: 596px; border: 1px solid #dddddd;">
<dt><img style="padding: 0px; margin: 0px; border: 0px none initial;" title="Declaração de amor para Lívia" src="http://blog.cisneiros.com/wp-content/uploads/2010/04/29032010.jpg" alt="Dúvida: por que JUSTAMENTE a rua do meu prédio? Não há outros lugares para delcarar seu amor?" width="586" height="133" /></dt>
<dd style="font-size: 11px; line-height: 17px; padding-top: 0px; padding-right: 4px; padding-bottom: 5px; padding-left: 4px; margin: 0px;">Dúvida: por que <strong>justamente </strong>a rua do meu prédio? Não há outros lugares para declarar seu amor?</dd>
</dl>
</div>
<p>Sim, senhoras, senhores e pronomes de tratamento em geral! <strong>Outra declaração de amor</strong>, dessa vez bem maior e mais vívida, de um outro amante para a Lívia! É inerente ao ser humano o sentimento de inveja. Querendo ou não, todos nós queremos algo de outra pessoa, nem que seja algo pequeno, mas queremos.</p>
<p><strong>Supondo </strong>que a Kinha tenha gostado da declaração do seu amante e que eles estivessem juntos até o momento, qual seria a <strong>reação</strong> dela? Eu responderia sem medo de errar: ela iria dizer para nosso herói coisas como &#8220;Por quê fizeram uma declaração maior?&#8221; e &#8220;Ele ama aquela mulher muito mais do que você me ama!&#8221;.</p>
<p>No momento atual, eles devem estar <strong>brigados</strong>. Kinha deve ter parado de falar com ele, e provavelmente não estão se vendo mais. E por que tudo isso aconteceu? Por que nosso <strong>criativo </strong>Romeu teve a <strong>brilhante </strong>ideia de proclamar seu amor no concreto da rua.</p>
<p>O que podemos tirar dessa história? Ao meu ver, a moral é clara:<strong> ao se apaixonar, não escreva seu amor no meio da rua!</strong> Você não sabe quando algo pode dar errado. Se o romântico autor da declaração para Kinha estiver lendo, <strong>boa sorte</strong> no seu próximo namoro. Se o autor da homenagem a Lívia estiver lendo, você <strong>sacaneou </strong>legal o primeiro! Se você não for nem um nem outro, vá para os <strong>comentários </strong>e vamos falar sobre declarações de amor! Te espero lá e até o próximo post!</p>
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		<title>Reflexões: andando devagar</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 21:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Cisneiros Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[diversão]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje eu fui ao Shopping Recife. Enquando andava, eu ouvia música no iPod, num volume alto o suficiente para não escutar barulho algum além dos fones. Repentinamente, começa a tocar uma música lenta, apenas com piano e vocal. Uma música calma e bonita. Essa música me fez querer andar devagar. Porém, o corre-corre do dia-a-dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu fui ao Shopping Recife. Enquando andava, eu ouvia música no iPod, num volume alto o suficiente para não escutar <strong>barulho algum</strong> além dos fones. Repentinamente, começa a tocar uma música lenta, apenas com piano e vocal. Uma música calma e bonita. Essa música me fez querer <strong>andar devagar</strong>.</p>
<p>Porém, o corre-corre do dia-a-dia estão tão enraizado em nossas vidas que eu <strong>não consegui andar devagar</strong>. Não estou brincando ou sendo poético: por mais que eu tentasse, andar devagar estava sendo um eforço enorme. Mas eu continuei forçando e, aos poucos, fui reduzindo a velocidade. Cada passo ia reduzindo, e então eu esava caminhando o rítimo da música. Passos <strong>lentos e curtos</strong>.</p>
<p>Logo então, comecei a pensar quando foi a última vez que esqueci essa vida corrida que temos e parei para andar devagar. Não consigo lembrar até agora. Eu apenas continei lá: andando a passos lentos, com música calma. Comecei a <strong>olhar </strong>as pessoas que passavam por mim. Cada rostos que via mostrava alguma coisa. Rostos cansados, rostos preocupados, rostos ansiosos, rostos tristes, rostos felizes. Alguns grupos de amigos passavam, uns conversando, outros calados. Famílias passavam, algumas com crianças, algumas com idosos. Algumas pessoas me olhavam espantadas, provavelmente imaginando &#8220;por que esse garoto está em pleno Shopping caminhando nessa velocidade, olhando para as pessoas?&#8221;.</p>
<p>Até que um casal veio em minha diração. Eles estavam conversando alegremente. Ambos sorriam e falavam sobre algo que não pude ouvir. Mas, mesmo sem ouvir, a <strong>felicidade </strong>irradiava deles. Instantes antes de passarem, deram um curto beijo e sorriram denovo. Por algum motivo, isso <strong>me deixou feliz</strong>. Eu, na hora, abri um sorriso e continuei a andar.</p>
<p>A música ia acabando, mas não importava. O momento que tive durante essa tarde, mesmo que tenha durado 5min e 48s (duração da música), pareceu ter durado uma eternidade. E os efeitos disso<strong> não morreram no &#8220;fade out&#8221;</strong>. A música seguinte começava calma mas, após alguns segundos, tinha uma batida forte e ficava animada. Com essa batida, eu apressei o passo e saí caminhando pelo Shopping rapidamente. Eu percebi que a felicidade de parar para <strong>refletir </strong>ficou em mim, e que agora era hora de ser feliz também e <strong>aproveitar </strong>com animação.</p>
<p>E, antes que pergunte: sim, o objetivo desse post não foi ser engraçado. Apenas quis contar essa experiência que vivenciei hoje a tarde. Espero que tenham gostado, pois <strong>eu gostei</strong>!</p>
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