Eu pensei bastante sobre como escrever este artigo, por isso a demora na sua publicação, mas aqui está ele!
Muitos de vocês devem assistir seriados e novelas, estou certo? Quantas são as cenas românticas que acontecem em elevadores? É aquela cena clássica: Zezinho encontra com Zezinha no elevador. Eles se olham, trocam algumas palavras e, de repente, eles estão se beijando e se agarrando lá dentro.
É bem possível que algum de vocês já tenha até passado por essa situação (eu já passei). Aparentemente o elevador tem, eu seu sistema circulatório de ar, algum afrodisíaco poderoso que tira as pessoas do controle de seus movimentos. Lá está ele e lá está ela. Poderiam estar em qualquer lugar, mas não: estão no elevador. De repente, pá-pum-pá! Já foi.
“Tá, mas e dái?”, você pergunta. “Por que toda essa introdução?”
Neste domingo, voltando de um evento, eu cheguei a minha casa por volta das 22:30. Eu estava bastante cansado e queria desesperadamente subir e relaxar. Porém, para atingir tal objetivo, como eu disse, eu precisava “subir”, ou seja, usar o elevador. Lá estava eu, inocentemente, pressionando o botão para chamá-lo.
O elevador, que vinha do andar 23, passou direto e foi até o subsolo. Alguns instantes depois, ele subiu e parou no pilotis, onde eu estava. Nesse momento eu presenciei uma cena que me marcou.
Havia um casal (de adultos) na seguinte posição: ele estava encostado no canto do elevador com os braços em volta da cintura da amada. Já ela estava de frente para ele, com seus braços por cima dos ombros do rapaz, aproximando-se cada vez mais. Qualquer idiota pessoa perceberia o que estava acontecendo: era a Magia do Elevador entrando em ação. O casal estava prestes a penetrar no mundo da luxúria que tal ambiente proporciona. Porém, ao notarem a minha presença na porta, eles se soltaram imediatamente, e eu entrei, meio sem jeito, segurando o riso.
A situação já é cômica por si só, mas, como diz Murphy, quando pode piorar, vai piorar!
Enquanto o elevador subia, o homem, não satisfeito com sua situação, tenta remediar com a seguinte frase:
Pois é, amor. Essa espinha no meu rosto está realmente grande…
Foi quase impossível me segurar nessa hora! Ao tentar consertar a situação, obviamente ele só piorou! Quando o elevador parou no sétimo andar e eu desci, eu só consegui falar “Boa noite”. Ah, e falei entre os dentes, pois, se abrisse a boca, cairia na gargalhada. Eles responderam com outro “Boa noite” e eu saí do “santuário”.
Sabe-se lá o que aconteceu naquele elevador quando eu fui embora…
PS.: Parando para pensar, uma profissão que deve ser bastante recompensante é a de porteiro. O cara passa o dia olhando para as câmeras nos elevadores! É como um Big Brother, mas ao invés da Grazzi ou da Funny, é a Cláudia do 401 ou a Fernanda do 1202! E sem censura!
PS2.: Nesse dia eu estava voltando do SuperHeroCon, convensão se super-herois. Quem quiser me ver de cosplay (fantasiado), sinta-se a vontade!
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