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Textos com Etiquetas ‘colégio’

Vem pra Caixa você também? Acho que não…

A frase já é um clássico da propaganda brasileira. Há várias piadas no estilo “O que o ratinho dentro da caixa disse para o ratinho fora da caixa?”. Sim, eu estou falando do comercial do Governo sobre a Caixa Econômica Federal. Acho que todos nós já escutamos, no rádio ou na TV, essa frase que é das antigas, passou um tempo adormecida e voltou há alguns anos:

Vem pra Caixa você também, vem!

Vem pra caixa você também, vem! (sic)³

Vem pra caixa você também, vem! (sic)³

De início, parece tudo bonitinho. Mas essa frase é, na verdade, um exemplo do descaso do Governo com a educação nesse país. “Aaah, exagerado dos infernos!”, você deve estar pensando. Pois bem, vamos conversar sobre o assunto.

De início, você vê que eles não falam “vem para a Caixa”. Ao invés disso, eles fazem uma mistura e o que você ouve é “vem pra Caixa”. Por favor, essa “contração” é algo horroroso! Além disso, o nome da empresa é feminino, então tem de por o artigo “a“! Imagina só: “Vem para Banco do Brasil”. Ninguém fala assim, todos falariam, “Vem para o Banco do Brasil”. Então por que engolir esse “a“?

Mas vamos para o ponto principal, o que acaba com essa propaganda e mostra a desgraça que ela é. Você, leitor, acharia estranho se eu falasse “nós vai para casa” ou “ele estiveram aqui”? Presumo que sim, pois eu misturei pronomes que estão em uma pessoa gramatical com verbos em outra pessoa gramatical.

O texto da propaganda é no Imperativo Afirmativo, e ele é conjugado assim:

1º pessoa singular: (não existe, não se dá ordens para si mesmo! :P )
2º pessoa singular: vem tu
3º pessoa sungular: venha você
[...]

Ou seja, o texto da Caixa é gramaticalmente incorreto por misturar verbos em uma pessoa com pronomes em outra pessoa. Essas seriam duas formas de corrigir o erro:

Venha para a Caixa você também, venha!

Vem para a Caixa tu também, vem!

“Isso é pura frescura sua! Eles fazem isso para aproximar a linguagem ao povo, para simplificar!”, você pode estar pensando. Esse é justamente o problema! O próprio Governo já pressupõe que o povo fala “errado”! Não seria necessário assassinar a gramática para “aproximar a linguagem ao povo” se “o povo” tivesse a instrução que deveria e soubesse falar, no mínimo, a língua de onde nasceram. Não deveria ser necessário fazer essa “simplificação” – que de simplificação não tem nada, é puro barbarismo – se houvesse o cuidado com o ensino escolar.

Em ano de eleição, pense nisso. Essas “besteiras”, na verdade, refletem a situação do país em relação à educação. Se você acha isso uma besteira sem tamanho, é um direito seu, mas, para mim, você está acomodado e não se importa com o descaso e o destrato à educação no Brasil. Repito, de novo, mais uma vez (redundância proposital): pense nisso. ;)

Ó
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Língua Portuguesa: “Estupro” ou “Estrupo”?

Ele é o inimigo dos professores de português. Ele é o terror dos corretores de redação. Ele é o vilão que ataca a nota do aluno. Ele é o Barbarismo. Aos que não sabem, não lembram ou não dão a mínima, “barbarismo” é todo erro crasso da língua portuguesa, erros que apontam marca viciosa de oralidade. Exemplo: “Eu hoje estou menas (sic) doente”. “Menos” é um advérbio, e todo advérvbio é invariável. Logo, “menas” não existe.

Porém há alguns pontos nos quais eu discordo do o que é ensinado nos colégios. Há expressões que aparentemente são erradas, mas, na verdade, elas apresentam coerência com a ideia que o escritor ou falante quer passar. E um exemplo desse caso é a palavra “estupro”. Doi o ouvido de qualquer professor de redação quando ele ouve seu aluno falando “estrupo“, “estrupada“, “estrupar“. Mas eu acho que a forma estrupo não é incorreta.

Pare para analisar: quando alguém diz que foiestrupada, o que vem a sua cabeça? A forma com que a palavra “estrupo” soa, você imagina algo violento, um bandido sedento abusando ferozmente de uma pobre donzela em perigo, com toda uma malícia e um desejo carnívoro. Um “estrupo” é algo terrível, algo horrendo, algo quase fatal.

Já quando alguém chega com todo o garbo e elegância e fala que alguém foi “estuprada”… não passa a mesma mensagem! “Estuprador”, sinceramente, parece nome de profissão. É uma palavra que soa bem, e não transmite a ferocidade de um abuso sexual desse calibre. Eu imagino uma cena assim:

Boa noite, tudo bom? Prazer, meu nome é Fernando Silva e eu sou um estuprador. Poderia dedicar alguns minutos de sua atenção para uma seção de sexo contra a sua vontade? Não? Ah, sinto muito, mas pela situação atual da minha posição, não posso permitir. Mas posso fazer uma oferta especial: se você decidir aceitar nos próximos 30 segundos, eu lhe dou esse cartão de fidelidade e um selo. Ao coletar 6 selos, você ganha uma dispensa do próximo estupro! Ah, e não esqueça, eu sou um profissional qualificado para o que vou fazer, com registo na OEAB (Organização dos Estupradores e Abusadores do Brasil) e usarei sempre proteção, pois a saúde vem em primeiro lugar.

Professores e professoras, me desculpem, mas um “estrupo é muito mais coerente, muito mais contextualizado do que um “estupro”. A boa expressão é aquela que passa a mensagem, e um maléfico “estrupo” faz isso com maestria, ao contrário do recatado “estupro”.

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Rapidinhas do Cisneiros #7: Problemas matemáticos

Eu não entendo alguns problemas matemáticos. Coisas que seriam simples terminam ficando complicadas. Exemplo real:

(ITA) Em uma lanchonete,  o consumo de 3 sanduiches, 7 xícaras de café e 1 pedaço de torta totalizou R$ 31,50. Em outra mesa, o consumo de 4 sanduiches, 10 xícaras de café e 1 pedaço de torta totalizou R$ 42,00. Então, o consumo de 1 sanuduíche, 1 xícara de café e 1 pedaço de torta totaliza o valor de:

Vamos lá: você está numa lanchonete e quer saber quanto custa alguma coisa. O que você faz?

  • a) Olha as duas mesas ao lado, conta o que eles comeram e dá uma filadinha na nota fiscal deles ou
  • b) Olha no cardápio ou
  • c) Pergunta ao garçon

Se você respondeu a letra “a”, desculpe-me, mas você é muito nerd matemático! Igual a mim! Podemos ser amigos!

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H1N1: Um dia de máscara

Máscara de proteção

Máscara de proteção

Gente, como está na mídia, o virus da Influenza A H1N1 está atacando. E como as pessoas estão alarmadas ao ponto de acharem que estão com gripe suína por causa da sua unha encravada, eu decidi fazer um teste hoje.

Voltando da casa de uma amiga, por volta de meio-dia e meia, eu vesti uma máscara cirúrgica e fui andando o caminho da casa dela até a minha (5 quarteirões pela avenida Domingos Ferreira e mais 3 quarteirões entrando), uma caminhada de aproximadamente 10 minutos, andando devagar. Estava bastante curioso para saber a reação das pessoas na rua, imaginando como uma pessoa com H1N1 se sente ao andar na rua com a máscara.

Um pouco constrangido, saí do prédio e coloquei a máscara. Logo antes do primeiro cruzamento, ultrapassei duas garotas que voltavam do colégio. Uma delas falou “eita, é gripe suína!”, enquanto a outra simplesmente riu. A primeira garota, ficou superpreocupada e a outra só ria. Continuei andando.

A seguir, passei por uma parada de ônibus lotada. Preferi passar pelos fundos da parada, para não causar nenhum estardalhasso, mas ainda assim, as pessoas se distanciaram ao ver que eu estava passando. E não foi diferente no resto do caminho: as pessoas que vinham em minha direção sempre desviavam ligeiramente o caminho para não passar perto. Parecia que eu estava doente, ou sei lá…

Durante a caminhada, uma moça perguntou “ah, é a gripe?”. A primeira ideia que me veio a cabeça foi dizer algo estúpido como “não, estou fingindo que estou gripado para escrever num blog” , mas depois eu percebi que essa resposta era possível ( :P ), e simplesmente concordei com a cabeça.

Pois é, infelizmente as pessoas tem muito preconceito. Foram poucas as pessoas que não desviaram de seu caminho (ou que não riram) durante minha caminhada.

Agora só faltava passar pelo colégio para chegar a casa. Imagine a cena: por volta de mil alunos saindo da aula e encontrando um garoto de máscara! E justamente um aluno! Mas vai ter que ficar só imaginando mesmo, pois nessa hora eu tirei a máscara. Era horário de saída, e minha cara-de-pau tem limites.

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Tudo que é bom dura pouco…

Pois é, férias acabando. Pelo menos para o pessoal que ainda está na escola (eu incluso)!

Férias são aqueles dias onde você faz tudo que não faria num dia normal. Férias são aqueles dias em que as histórias que seus netos vão ouvir acontecem. Nas férias se faz de tudo: festas, praias, piscinas, shoppings, cinemas e outras coisas mais que não devo escrever aqui :P

Essas férias me deixaram muitas marcas. Foram cinco hematomas, um galo na cabeça, garganta rouca três vezes, cinco calos nos pés, coluna doida por incontáveis dias e muitas outras. Mas o segredo das férias é justamente esse: não se importar com isso. Temos de aproveitar cada segundo, pois, num piscar de olhos, termina.

Aí muitos vão falar “mas eu estou cansado!“. Pois bem, passe algum tempo fazendo nada. A arte de fazer nada é algo muito importante. É a hora em que você fica em paz consigo, que você fica alheio ao mundo exterior e passa horas, sozinho, fazendo uma das mais acalmantes atividades que um homem pode fazer: nada.

Outra coisa que acontece muito nas férias: você gasta dinheiro. Eu, pessoalmente, gasto mais dinheiro em um mês de férias do que em 3 meses comuns. A prova disso é que eu terminei o mês de julho devendo dinheiro a dois amigos, quando, geralmente, eu quem empresto dinheiro (já fui chamado de “agiota da turma” :P ). Lembra aquele dinheiro que você junta há 5 meses para comprar alguma coisa cara que você quer? Compre antes das férias, ou era uma vez.

Independente se é de estudo ou de trabalho, férias também é o tempo da organização. Sempre que está perto de voltar as atividades normais, todo estudante ou profissional compra caneta, lápis, borracha, material de estudo/escritório, et cétera. No primeiro dia, você tem uma bolsa arrumada, com tudo no lugar, brilhando tanto que, quando bate a luz do sol, ofusca a visão do companheiro ao lado. Um mês depois, na bolsa de 95% dessas pessoas, há papel amassado, a caneta sumiu, o lápis está sem ponta, o caderno está com as folhas rasgadas e a bolsa está empoeirada.

Ah, se você faz parte dos outros 5% que não estão nesse estado (ou perto dele, pelo menos), você é muito chato!

Bem, pessoal, bom fim de férias para quem está, e quem não está, há sempre o final do ano… :D

Felicidades!

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Matriz antissimétrica

Hoje, durante a aula de matemática, eu parei para pensar um pouco. Sempre fui contra quem falava que “matemática ou física são inúteis, nunca vou usar isso”. Eu gosto das matérias e sempre gostei de estudar esses assuntos,  mas uma coisa que o professor falou me deixou em dúvida. Essas foram as palavras dele:

Toda vez que você encontrar uma matriz em que os elementos da diagonal principal forem nulos e os elementos correspondentes forem opostos, você pode afirmar que esta é uma matriz antissimétrica.

A = \begin{pmatrix} 0 & 1 & 5 & -3 \\ -1 & 0 & 4 & 1 \\ -5 & -4 & 0 & -2 \\ 3 & -1 & 2 & 0 \end{pmatrix}

Aos que não sabem ou não lembram, uma matriz é, basicamente, uma tabela de números. Ou seja, o professor quis dizer que isso aqui ao lado é uma matriz antissimétrica.

“Toda vez que você encontrar”. Diga-me: quando foi a última vez que você encontrou algo assim e precisou classificar? Melhor, quando foi a primeira vez que precisou fazer isso?

Até eu tenho de admitir que alguns assuntos só serão discutidos em sala de aula. Mas, aproveitando a oportunidade, antes que venham falar mal da matemática: me diga: quando você usou o conhecimento de história na vida real? Falo dos conhecimentos específicos, não dos gerais. Convenhamos, a matemática é bem mais útil.

Ou seja, ganhei o dia! Falei bem da matemática e mal da história! :D

\begin{pmatrix} x & y \\ z & v \end{pmatrix}
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