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O tal do “Evangélico”

Olá, senhoras e senhores! Feliz ano novo atrasado! Como vão vocês? As férias me fizeram ficar longe do blog, mas pretendo retomar o rítimo… mas para isso preciso de sua ajuda! Comente e me ajude a manter o blog vivo! ;)

Hoje quero falar sobre uma coisa que me atormenta profundamente: o dito “evangélico”. Para começo de história, o que as pessoas chamam de evangélico (e vou chamar neste texto por questão de praticidade) é, na verdade, um “protestante”. Quem andou dormindo ou twittando nas aulas de história, saiba que a Igreja Católica foi dividida no Cisma, originando a atual Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa. Além disso, com as Reformas Protestantes, como a de Lutero e Calvino, a igreja se dividiu cada vez mais. Essas últimas vertentes é o que hoje chamamos erroneamente de “evangélicos”.

Quem me conhece sabe eu não sou uma pessoa que critica religiões ou crenças. Respeito quem acredita em Deus, em deuses, em Alá, em espíritos, em Dieta dos Pontos e em Papai Noel (apesar de eu não crer na maioria desses). Porém eu não me conformo com coisas que vejo em particular nos evangélicos. Para começo de história, há centenas de igrejas evangélicas. É igreja que não acaba mais! É a batista, a assemléia, a universal, e por aí vai. E eu já vi brigas entre essas igrejas, uma espécie de “luta por fieis”. Se Deus é um só, qual a diferença de ele frequentar uma igreja ou outra?

E continua com algumas restrições que eu simplesmente não entendo. Hoje eu ouvi uma conversa entre uma evangélica desde a infância e uma recem convertida:

Novata: Ei, tem algum problema em usar esmalte?
Veterana: Depende… na batista pode, mas na assembléia não pode…

Como? Eu li a Bíblia, e não lembro onde falava “não usarás esmalte”, nem “não usarás batom”. E, relativo a essa conversa… é incrível a quantidade de pessoas que “se convertem ao evangelho”. Ontem era, hoje não é, amanhã volta a ser, mas daqui a um mês não é mais.

Mas não há como tocar nesse assunto sem falar dos pastores evangélicos. E nesse ponto eu quero fazer uma ressalva: não estou generalizando! Há pastores bons, que passam lições de vida e de comportamento valiosas para o carater da pessoa. Porém, há também os pastores meia-bomba. Ouvindo a um programa de rádio evangélica um dia desses, notei sempre que um ouvinte era atendido, o pastor ouvia 5 palavras, falava qualquer coisa e mandava ele gritar “aleluia” três vezes… Bem, como há tantos evangélicos por aí, imaginei que esse era o método infalível para resolver sua vida! Joguei na Mega da Virada, gritei “aleluia” nove vezes (para garantir) e não fui sorteado. E agora? Ponho na conta do pastor?

Ele é chato...

Ele é chato...

E tem os pastores que são simplesmente chatos! Eu juro que tentei assistir ao programa do R. R. Soares… JURO! Mas depois de muita enrolação e marketing, eu desisti. Era chuva de “aleluia” e “gloria a Deus”, livro do R. R.,  CD do R. R., só falta agora a cueca oficial do R. R. estar a venda! É simplesmente chato!

Como sabem, falar de religião é algo dificil, pois nunca dá para agradar a todos. Mas esse é meu ponto de vista, é acho complicado mudá-lo. Mas vamos conversar nos comentários! Comente agora ou cale-se para sempre comente daqui a 5 minutos!

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  1. 12, janeiro, 2010 em 00:31 | #1

    Cara.. acho que esse pensamento de “protestante” já se perdeu a muito tempo. O que devia seguir as riscas algo que fora estabelecido por algumas pessoas, no caso aquelas que criaram a bíblia, começou a ser alterado pra caramba.

    Se você observar, vai notar que as igrejas “evangélicas” mudaram muito a visão e o conceito que antes tinham quando tentaram adentra ao mundo moderno. Cara quem imaginaria igrejas aceitando cartões de créditos nacionais e internacionais?

    Acho que o ser humano precisa sim de algo pra crer, ter fé na existência de algo, mas isso não quer dizer necessariamente que as pessoas devem seguir a risca os dotes religiosos ensinados pela igreja, afinal de contas religião já deixou de ser religião a muito tempo. A crença de cada um é que destaca as pessoas.

  2. Alexandre Cisneiros Filho
    12, janeiro, 2010 em 00:36 | #2

    Carlos Donizeti :

    Cara quem imaginaria igrejas aceitando cartões de créditos nacionais e internacionais?

    Ótimo argumento! São coisas assim que me fazem olhar para essas “igrejas” com os olhos virados…

  3. 12, janeiro, 2010 em 10:59 | #3

    Creio que atualmente a questão já tenha saído do tal acreditar EM deus. As pessoas acreditam NO deus. Pela preguiça de pensar, de ter opinião própria, afinal, pra quê refletir sobre algo se você pode simplesmente ir num culto/missa/caralho a quatro e comprar seu lugar no “céu”? Pra quê questionar a palavra de homens que se dizem líderes se você pode aceitar calado e sair-se como legal?

    A fé há tempos deixou de ser algo buscado para si mesmo, algo para acrescentar coisas boas em sua mente (e não em seu bolso). A fé, assim como todas as outras coisas que deveriam ser essenciais às pessoas, não passa de marketing, uma forma de lucrar exatamente na ignorância de muitos.

    Sim, de acordo com os parâmetros atuais de crenças, sou atéia. Prefiro não acreditar em nada a acreditar no inventado. Fé é aquilo que a gente tem ou aquilo que a gente constrói.

  4. 12, janeiro, 2010 em 11:11 | #4

    Devo lembrar-lhe que o movimento Protestante fora iniciado pela burguesia, e não é difícil de se ver esse mercado eclesiástico hoje em dia. É simples: igreja dá dinheiro, TV Record ftw.

  5. 15, janeiro, 2010 em 10:43 | #5

    Olha Cisneiros, você tá de parabens pelo Texto, eu estou cansado dessa briga mercantilista, e se possivel posso te contar uma coisa que eu passei na semana passada, que vai te arrepiar. é sobre membros da assembleia de deus falando mal de outras religiões.

  6. Alexandre Cisneiros Filho
    15, janeiro, 2010 em 11:32 | #6

    @Deivison da conceição da Silva
    O blog é um espaço aberto nos comentários… pode falar o que quiser aqui (sempre com respeito, claro ;) )

  7. 15, janeiro, 2010 em 18:21 | #7

    um cara do curso de espanhol, numa igreja evangelica, onde todos inclusive o professor são evangelicos, eu sou o unico católico, e um dos alunos disse o seguinte para todos:

    Falou que nossa padroeira do Brasil (Nossa senhora da Aparecida) era o Demônio nessa frase

    “Nesse país que se louva o demônio praticamente” ele falou de nossa senhora da aparecida, eu não falei nada, mas fiquei p… da Vida com isso dai, é um absurdo.

  8. Alexandre Cisneiros Filho
    15, janeiro, 2010 em 21:12 | #8

    @Deivison da conceição da Silva
    Também sou católico, e concordo com o que disse…

  9. Bituta
    18, janeiro, 2010 em 16:14 | #9

    Muito interessante o texto e as idéias, por isso me animo a deixar aqui meus dois centavos de prosa.

    Nasci em família católica e até fui seminarista. Não tenho nenhuma intenção de criticar e ou prejulgar ninguem por sua crença, mas li a bíblia um número razoavel de vezes.

    Primeiro é preciso dizer que não há, em parte nenhuma da bíblia qualquer afirmação da divindade de Jesus Cristo, ele próprio se chama de o FILHO DE DEUS e nunca se disse integrante da Santíssima Trindade ( que, aliás, também não é referida no Livro).

    Uma outra coisa interessante é que não há nenhuma citação e ou referência a milagre no Antigo Testamento, os milagres são criação do NOVO TESTAMENTO e o primieiro deles é – qual seria a razão ? – a concepção de Jesus por Maria.

    Para que não chamem o dilúvio de milagre é bom registrar que dilúvio, como também a destruição de Sodoma e Gomorra e a queda dos muros de Jerico são facilmente explicados como acidentes naturais enquanto os milagres se devem a FORÇAS SOBRENATURAIS exatamente porque não podem se explicados pelas regras da natureza.

    Mas há também uma curiosidade no antigo Testamento.

    Lá, temos a história do José do Egito que, como o proprio nome indica, foi da Palestina/Israel para o Egito, por ter sido vendido pelos irmãos para mercadores.

    O interessante é que ele foi ou a pé, ou a cavalo ou de camelo. E não há nenhuma referência de ele ter atravessado o mar para chegar ao destino.

    Isso é bem fácil de ver porque, no mapa geográfico da região, o que separa o Egito da Palestina/Israel é apenas o canal de Suez, construido bem depois.

    Então, me expliquem como foi que Moisés conseguiu abrir as aguas do mar para que os judeus pudessem VOLTAR para a terra prometida.

    Ou, se alguem souber, me diga, indique no mapa, o caminho percorrido pelos judeus nessa empreitada, mas também me expliquem porque o exercito do faraó também resolveu fazer esse mesmo caminho quando poderia ter avançado por terra, pelo caminho indiscutivelmente mais curto, como se pode ver no mapa.

    Outro fato interessante é que como a Bíblia cristá, também o Torá e o Alcorão (do judaismo e do islamismo) estão baseados no pentateuco, os cinco primeiros livros da bíblia que são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

    Interessante tambem é o episódio em que Jesus Cristo expulsa os vendilhões do templo dizendo que aquela era a casa do Pai, portanto casa de oração e não de negócios. Mas o templo que havia naquela época era a sinagoga, templo do judaismo e, assim, Cristo não estaria reafirmando que a sua religião era o Judaismo ? o seu Deus, o Pai, não seria o deus dos Judeus ?

    Como se vê, há diferenças enormes entre o que está escrito e o que é pregado pelas igrejas chamadas cristãs. A propria seleção dos livros que passaram a constituir a Bíblia, no Concílio de Trento, foi essencialmente política, Constantino o imperador de Roma à época certamente influenciou na escolha. Também, a exclusão, pelos protestantes, de quatro dos livros da bíblia católica demonstra isso.

  10. aneurysm
    20, fevereiro, 2010 em 21:43 | #10

    “Eu juro que tentei assistir ao programa do R. R. Soares…”

    Muito TENSO isso.
    XD

  11. aneurysm
    20, fevereiro, 2010 em 21:44 | #11

    @Alexandre Cisneiros Filho
    Mas é como dizem: “Eu vou dar meu carro para Jesus”

    AEUHAUEHAUHEUAHEUAHEUHAUEHAUEHU

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