Hoje eu fui ao Shopping Recife. Enquando andava, eu ouvia música no iPod, num volume alto o suficiente para não escutar barulho algum além dos fones. Repentinamente, começa a tocar uma música lenta, apenas com piano e vocal. Uma música calma e bonita. Essa música me fez querer andar devagar.
Porém, o corre-corre do dia-a-dia estão tão enraizado em nossas vidas que eu não consegui andar devagar. Não estou brincando ou sendo poético: por mais que eu tentasse, andar devagar estava sendo um eforço enorme. Mas eu continuei forçando e, aos poucos, fui reduzindo a velocidade. Cada passo ia reduzindo, e então eu esava caminhando o rítimo da música. Passos lentos e curtos.
Logo então, comecei a pensar quando foi a última vez que esqueci essa vida corrida que temos e parei para andar devagar. Não consigo lembrar até agora. Eu apenas continei lá: andando a passos lentos, com música calma. Comecei a olhar as pessoas que passavam por mim. Cada rostos que via mostrava alguma coisa. Rostos cansados, rostos preocupados, rostos ansiosos, rostos tristes, rostos felizes. Alguns grupos de amigos passavam, uns conversando, outros calados. Famílias passavam, algumas com crianças, algumas com idosos. Algumas pessoas me olhavam espantadas, provavelmente imaginando “por que esse garoto está em pleno Shopping caminhando nessa velocidade, olhando para as pessoas?”.
Até que um casal veio em minha diração. Eles estavam conversando alegremente. Ambos sorriam e falavam sobre algo que não pude ouvir. Mas, mesmo sem ouvir, a felicidade irradiava deles. Instantes antes de passarem, deram um curto beijo e sorriram denovo. Por algum motivo, isso me deixou feliz. Eu, na hora, abri um sorriso e continuei a andar.
A música ia acabando, mas não importava. O momento que tive durante essa tarde, mesmo que tenha durado 5min e 48s (duração da música), pareceu ter durado uma eternidade. E os efeitos disso não morreram no “fade out”. A música seguinte começava calma mas, após alguns segundos, tinha uma batida forte e ficava animada. Com essa batida, eu apressei o passo e saí caminhando pelo Shopping rapidamente. Eu percebi que a felicidade de parar para refletir ficou em mim, e que agora era hora de ser feliz também e aproveitar com animação.
E, antes que pergunte: sim, o objetivo desse post não foi ser engraçado. Apenas quis contar essa experiência que vivenciei hoje a tarde. Espero que tenham gostado, pois eu gostei!
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