Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Reflexões’

“E quarenta e oito!” – Adeus, Lombardi

[Serei rápido e direto ao ponto hoje]

Desde pequeno, quando assistia a televisão com minha bisavó, eu ouvia o Lombardi anunciar os números na Tele Sena. Eu ouvia o Lombardi anunciar o valor dos prêmios no Programa Tentação, Programa Topa Tudo Por Dinheiro… uma voz marcante na história da televisão. Quem, da nossa geração e das gerações anteriores mais recentes não reconhece quando alguem fala “quareeeenta, quarenta e dooois e quareeeeenta e oooito!”? Mas essa voz ficará somente na lembrança.

Luiz Lombardi Neto, nascido em São Paulo, era a Voz Padrão nos programas do Silvio Santos e em vinhetas do SBT. Você consegue imaginar um sorteio da Tele Sena com a voz do Cid Moreira? Ou um Show do Milhão na voz de Galvão Bueno? Se conseguir, na boa: se mate (e leve o Galvão Junto!). Eu fico imaginando como seria o Programa Silvio Santos com a locução da Lady Katy. Lombardi, volta, PELAMORDEDEUS!

Parando para analizar, esse foi um ano com muitas perdas no cenário do Entretenimeto. Micheal Jackson que o diga! Mas nos resta continuar e rezar para que o Silvio encontre alguem a altura para substituir o Lombardi. Me recusarei a sintonizar o SBT na voz da Maisa.

Descanse em paz, Lombardi.

VN:F [1.6.4_902]
Avaliação: 7.0/10 (3 votos)
Categories: Reflexões Tags: , ,

Jogando Poker

[Sim, eu passei duas semanas sem mexer no blog, mas eu trabalhei para caramba! Mas agora estou com tempo livre, e vou voltar a esrever regularmente. Para compensar o tempo perdido, uma história que ocorreu comigo. Uma lição e também um exemplo de como qualquer história pode ser épica. É só saber contar!]

Estava eu jogando Poker. Apesar da concentração, eu não estava jogando bem aquele dia. A sorte parecia não sorrir para mim. Minhas fichas estavam acabando e eu tinha de jogar com cautela. Aquela poderia ser minha última rodada.

O carteador dá as cartas. Duas delas sob minhas mãos. Quando eu verifico as cartas, nenhum jogo “pronto” em minhas mãos. Eu estava dependendo da sorte. Quando a situação não poderia piorar, eu pensava, um jogador decidiu apostar muito mais do que eu poderia arriscar. Eu estava em um beco sem saída.

Minhas duas opções: desistir daquela mão e esperar a próxima rodada ou jogar “all-in”, apostando tudo que tinha, e rezar. Eu estava prestes a desistir. Não valeria à pena o risco de perder tudo. De repente eu olho para minha mão.

A imagem mental de uma pessoa me vem a cabeça: minha amiga, Dani. Em minhas mãos, mostrava-se a carta Dama de Copas, a favorita dela. Era chegada minha vez. Parei, pensei e falei para mim mesmo: “Dani, em tuas mãos, ponho meu destino.” Joguei “all-in”.

Apostei tudo que tinha, e o carteador começa a dar as cartas. Uma a uma, os outros jogadores apostavam, enquanto eu só observava. Agora, não havia mais volta.

No fim, a surpresa: a sorte sorriu e eu ganhei.

No fim, a surpresa: a sorte sorriu e eu ganhei.

Agora, só posso fazer uma coisa: agradecer. Depois dessa mão, recuperei a coragem e a determinação, e segui jogando, uma tarde que me rendeu várias vitórias, mas a maior delas foi a lição que aprendi. Siga seus insintos. A jogada mais ousada pode trazer o melhor e mais inesperado resultado.

VN:F [1.6.4_902]
Avaliação: 0.0/10 (0 votos)
Categories: Reflexões Tags: , ,

Reflexões: andando devagar

Hoje eu fui ao Shopping Recife. Enquando andava, eu ouvia música no iPod, num volume alto o suficiente para não escutar barulho algum além dos fones. Repentinamente, começa a tocar uma música lenta, apenas com piano e vocal. Uma música calma e bonita. Essa música me fez querer andar devagar.

Porém, o corre-corre do dia-a-dia estão tão enraizado em nossas vidas que eu não consegui andar devagar. Não estou brincando ou sendo poético: por mais que eu tentasse, andar devagar estava sendo um eforço enorme. Mas eu continuei forçando e, aos poucos, fui reduzindo a velocidade. Cada passo ia reduzindo, e então eu esava caminhando o rítimo da música. Passos lentos e curtos.

Logo então, comecei a pensar quando foi a última vez que esqueci essa vida corrida que temos e parei para andar devagar. Não consigo lembrar até agora. Eu apenas continei lá: andando a passos lentos, com música calma. Comecei a olhar as pessoas que passavam por mim. Cada rostos que via mostrava alguma coisa. Rostos cansados, rostos preocupados, rostos ansiosos, rostos tristes, rostos felizes. Alguns grupos de amigos passavam, uns conversando, outros calados. Famílias passavam, algumas com crianças, algumas com idosos. Algumas pessoas me olhavam espantadas, provavelmente imaginando “por que esse garoto está em pleno Shopping caminhando nessa velocidade, olhando para as pessoas?”.

Até que um casal veio em minha diração. Eles estavam conversando alegremente. Ambos sorriam e falavam sobre algo que não pude ouvir. Mas, mesmo sem ouvir, a felicidade irradiava deles. Instantes antes de passarem, deram um curto beijo e sorriram denovo. Por algum motivo, isso me deixou feliz. Eu, na hora, abri um sorriso e continuei a andar.

A música ia acabando, mas não importava. O momento que tive durante essa tarde, mesmo que tenha durado 5min e 48s (duração da música), pareceu ter durado uma eternidade. E os efeitos disso não morreram no “fade out”. A música seguinte começava calma mas, após alguns segundos, tinha uma batida forte e ficava animada. Com essa batida, eu apressei o passo e saí caminhando pelo Shopping rapidamente. Eu percebi que a felicidade de parar para refletir ficou em mim, e que agora era hora de ser feliz também e aproveitar com animação.

E, antes que pergunte: sim, o objetivo desse post não foi ser engraçado. Apenas quis contar essa experiência que vivenciei hoje a tarde. Espero que tenham gostado, pois eu gostei!

VN:F [1.6.4_902]
Avaliação: 10.0/10 (1 voto)