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Taxistas que conversam… sozinhos!

Como sabem, eu (ainda) não dirijo. Por isso, dependo sempre de meios de transporte alheios a mim para ir aonde quero. Caronas com os pais, com amigos ou com motorista são convenientes. Ônibus são baratos e suprem as necessidades durante o dia. Mas há um meio de transporte em particular que uso com certa frequência: o taxi.

O taxi é conveniente pelo fato de que você viaja sozinho (fora o motorista), sem dividir o espaço com os outros. A parte ruim é, logicamente, o preço. Apesar de Recife ter tarifas de taxi consideradas baixas em relação a outros lugares do Brasil, com dois reais um ônibus te leva do centro da cidade ao terminal de Setúbal, e um taxi não deixa nem você entrar. Mas isso não me incomoda muito no taxi, já me acostumei com os preços. O que incomoda são alguns motoristas de taxi.

Não tenho nada contra quem dirige taxi, pelo contrário, me salvaram diversas vezes. Mas é que o motorista de taxi faz uma pré-suposição que nem sempre está correta: que o cliente quer conversar. Sim, nada de errado em conversar, mas as vezes você está cansado, chateado ou simplesmente não quer abrir a boca: quer só chegar a sua casa. E parece que eles adivinham esses momentos, pois quando você menos quer, começa a conversa. Antes que achem que eu sou estupidamente chato, quero dizer que geralmente não me incomodo em conversar no taxi, até gosto (dependendo do assunto). Mas duas coisas chamam minha atenção em corridas de taxi.

A primeira é quando o taxista tem uma opinião totalmente oposta à sua. Por exemplo: eu votei em Serra e o taxista votou em Dilma. Em situações normais, eu falaria de política defendendo meu candidato, as visões dele. Mas pare para pensar: o interlocutor está ao volante e você é impotente naquele veículo. Sabe-se lá se o cidadão tem um ódio mortal do PSDB? Vai que ele é PTista ferrenho? Ele não vai gostar dos meus argumentos, pode se irritar comigo. Isso pode seriamente afetar tanto o humor do cara (que pode parar o carro e dizer “desce”) quanto a atenção dele na estrada. E, se ele começar a defender com vigor um ponto de vista, as chances de perder o controle do carro ou bater por acidente aumentam consideravelmente! Por isso, dentro de taxi eu viro PTista, viro evangélico, viro ateu, viro naturista, enfim: concordo com o que quer que seja que o taxista comentar.

O segundo ponto que me chama a atenção (e esse me irrita um pouco) é quando o taxista não está satisfeito em conversar. Ele quer conversar sozinho! Ele fala, fala, fala, fala… E não deixa você falar. Muitas vezes eu entrei num taxi achando que o cara iria conversar comigo, mas tudo não passou de um monólogo. E isso geralmente ocorre em corridas grandes: quando é daqui para ali, ele fica quietinho, mas quando é de Candeias para o Pina, muitas vezes ele liga o modo metralhadora e fala sem parar.

E sei que não estou exagerando pois baseio tudo isso em fatos reais, e um deles bem recente. Escrevi esse texto logo após voltar da casa de minha namorada. Adivinhem como eu voltei? Sim, de taxi. Ao entrar, fiz o seguinte comentário:

Engraçado, calçaram essa rua inteirinha menos esse pedaço em que estamos, e a prefeitura dá a rua como inteiramente calçada.

Pronto, só isso foi necessário. Essa foi a fala de que mais me arrependi o dia inteiro. Bastaram essas palavras para o taxista falar a viagem inteira! A conversa estava tão grande que começou nesse assunto e terminou com ele contando sobre a mulher que vende galinhas perto da casa dele. Tá, tudo bem se fosse uma conversa, mas ele não me deixava falar! O máximo que conseguia fazer era, como sempre, concordar. Eu nunca disse tantas vezes “aham”, “é verdade” e “concordo” na minha vida, tenho certeza!

Enfim, cheguei a minha casa, paguei e pronto, o monólogo terminou. Agora não me deixe aqui com cara de taxista que fala sozinho! Participe também pelos comentários, conte suas histórias de taxista, todo mundo tem uma para dividir! ;)

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Cisneiros estava em hiatus… Mas passou na Federal!

Olá! Sentiu minha falta? Eu detesto quem escreve um blog, passa um tempão fora e depois posta para se desculpar e dizer que faz tempo que não atualiza. Mas deixando esse fato de lado, tenho algo a dizer. Queria pedir desculpas por fazer tempo que não atualizo o Blog Cisneiros por aí. Hahahaha :)

Piadas à parte, eu realmente deixei o blog de lado por um bom tempo. O motivo não é segredo: Vestibular. O segundo semestre de 2010 foi bastante corrido, com provas, simulados e o escambau ao quadrado acontecendo, o que me deixou totalmente sem tempo (e criatividade) para postar algum texto por aqui. Infelizmente parei de escrever, mas até que valeu à pena: passei em Ciência da Computação na UFPE (e Engenharia da Computação na UPE)! Mas eu gostaria de reviver meu blog falando, justamente, sobre esse tema!

O temido Vestibular. O terror dos alunos, o vilão dos estudantes! Há quem fique totalmente tenso desde o primeiro ano, faz promessa para santo, vai se benzer, procura macumbeira, enfim: faz tudo para passar por esse “tão difícil” momento. Mas eu quero sinceramente dizer que não é tão ruim quanto fazem parecer. Sim, você perde uma festa ou outra porque tem prova no outro dia, mas não é o fim do mundo.

Eu, por exemplo, no segundo semestre de 2010, conheci mais gente, saí mais, passei fins de semana chegando em casa às 7 da manhã. Namorei bastante, realizei projetos pessoais e de trabalhos. Não fiz cursinhos, nem enchi minha agenda de aulas e mais aulas extras até a garganta. Prometi a mim mesmo que o Vestibular não iria afetar minhas decisões em relação à programação que eu quisesse fazer com amigos, família ou em relação a trabalhos. O resultado disso? Me diverti bastante e fui aprovado na Federal. “Ah, você quer se fazer de gênio, seu boçal miseravel dos infernos!” De jeito algum, pelo contrário! Só porque eu saio, festejo e me divirto, não quer dizer que sou um irresponsável inútil que não dá a mínima pelos estudos. Sempre achei que sem estudo ninguém vai a lugar algum (menos se jogar futebol).

O que quero é usar meu exemplo para dizer que o Vestibular não é esse monstro que muitos criam. Se você tem uma base sólida, presta atenção nas aulas (de verdade) e se dedica, você tem altas chances de passar. Não é 100% garantido, pois há outros fatores que podem influenciar, mas em resumo, é isso. Sua rotina será afetada, sim, mas não precisa ser radicalmente modificada. Eu mesmo, parei com o blog mais por falta de criatividade (mente focada em assuntos de colégio) do que pelo tempo, no início. Depois, como já estava parado, decidi dar um tempo para descansar a mente e focar no Vestibular. Mas, em suma, é isso: base, atenção e dedicação. Claro, uns cursos exigem mais que outros, mas esses fatores eu tenho certeza que são decisivos.

Enfim, quero dizer que estou de volta e pretendo voltar a atualizar o blog. Se vai acontecer ou não, só Deus sabe. Mas eu pretendo! :) Seja re-bem-vindo! HAHA :D

Comemoração da aprovação no Vestibular 2011.1 da UFPE, em Ciência da Computação!

Comemoração da aprovação no Vestibular 2011.1 da UFPE, em Ciência da Computação!

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Língua Portuguesa: “Estupro” ou “Estrupo”?

Ele é o inimigo dos professores de português. Ele é o terror dos corretores de redação. Ele é o vilão que ataca a nota do aluno. Ele é o Barbarismo. Aos que não sabem, não lembram ou não dão a mínima, “barbarismo” é todo erro crasso da língua portuguesa, erros que apontam marca viciosa de oralidade. Exemplo: “Eu hoje estou menas (sic) doente”. “Menos” é um advérbio, e todo advérvbio é invariável. Logo, “menas” não existe.

Porém há alguns pontos nos quais eu discordo do o que é ensinado nos colégios. Há expressões que aparentemente são erradas, mas, na verdade, elas apresentam coerência com a ideia que o escritor ou falante quer passar. E um exemplo desse caso é a palavra “estupro”. Doi o ouvido de qualquer professor de redação quando ele ouve seu aluno falando “estrupo“, “estrupada“, “estrupar“. Mas eu acho que a forma estrupo não é incorreta.

Pare para analisar: quando alguém diz que foiestrupada, o que vem a sua cabeça? A forma com que a palavra “estrupo” soa, você imagina algo violento, um bandido sedento abusando ferozmente de uma pobre donzela em perigo, com toda uma malícia e um desejo carnívoro. Um “estrupo” é algo terrível, algo horrendo, algo quase fatal.

Já quando alguém chega com todo o garbo e elegância e fala que alguém foi “estuprada”… não passa a mesma mensagem! “Estuprador”, sinceramente, parece nome de profissão. É uma palavra que soa bem, e não transmite a ferocidade de um abuso sexual desse calibre. Eu imagino uma cena assim:

Boa noite, tudo bom? Prazer, meu nome é Fernando Silva e eu sou um estuprador. Poderia dedicar alguns minutos de sua atenção para uma seção de sexo contra a sua vontade? Não? Ah, sinto muito, mas pela situação atual da minha posição, não posso permitir. Mas posso fazer uma oferta especial: se você decidir aceitar nos próximos 30 segundos, eu lhe dou esse cartão de fidelidade e um selo. Ao coletar 6 selos, você ganha uma dispensa do próximo estupro! Ah, e não esqueça, eu sou um profissional qualificado para o que vou fazer, com registo na OEAB (Organização dos Estupradores e Abusadores do Brasil) e usarei sempre proteção, pois a saúde vem em primeiro lugar.

Professores e professoras, me desculpem, mas um “estrupo é muito mais coerente, muito mais contextualizado do que um “estupro”. A boa expressão é aquela que passa a mensagem, e um maléfico “estrupo” faz isso com maestria, ao contrário do recatado “estupro”.

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Probabilidade é algo fácil! – Roleta Russa

Todos nós trabalhamos com probabilidades. É algo que usamos o tempo todo. É sempre bom ter informações como as chances de chover no dia, as chances de tirar notas boas para passar, as chances do sua chefe te dar aquele aumento que você pediu ontem, sem saber que ela estava de TPM e havia brigado com o marido (cerca de 0,0033%, calculando com otimismo).

Probabilidade é uma coisa fácil. Vamos provar aqui que é algo simples, algo que uma criança conseguiria pensar. E, para isso, vamos usar um jogo conhecido como Roleta Russa. A maioria deve conhecer, mas deixe-me dar uma breve explicação. O jogo utiliza uma arma, geralmente uma de seis tiros. Em um dos espaços, é colocada uma bala, e os outros ficam vazios. A seguir, o canhão (onde as balas ficam) é girado e os jogadores, um a um, dão um tiro na sua cabeça. Obviamente, quando a bala sair em um desses tiros, o jogador deste turno perde.

duas variações principais nas regras:

  1. A bala é colocada e o canhão é girado. O primeiro jogador dá um tiro e suas chances de perder são 1/6 (16%). Se ele não perder, é a vez do segundo. Agora, as chances de ele perder são 1/5 (20%). O terceiro tem chances de 1/4 (25%), e assim sucessivamente. Se houver um sexto jogador e a vez dele chegar, logicamente, ele perderá, pois suas chances de perder serão de 1/1, ou seja, 100%.
    .
  2. A bala é colocada e o canhão é girado. O primeiro jogador dá um tiro e suas chances de perder são 1/6 (16%). Se ele não perder, o canhão é girado novamente, e é a vez do segundo. Como foi misturado de novo, as chances do segundo são, também, 1/6(16%). Todos os outros jogadores também terão chances de 1/6 (16%) de perder.

Agora vamos brincar com probabilidades. Se, na primeira modalidade, as chances vão diminuindo e, na segunda, as chances são constantes, é lógico que a segunda é mais justa, certo? Afinal, da primeira forma, o primeiro jogador tem 16% em chances de perder, o segundo tem 20%, o terceiro 25%, etc. Já na segunda modalidade, as chances de todos os jogadores é 16%, certo? Errado.

A verdade é que o primeiro modo é mais justo, e neles todos tem chances iguais de perder. Vejamos o porquê. Analisando as chances de perda:

  • Primeiro jogador: 1/6 (16%)
  • Segundo jogador: 5/6 x 1/5 = 1/6 (16%)
  • Terceiro jogador: 5/6 x 4/5 x 1/4 = 1/6 (16%)

Não entendeu? Pense: o primeiro jogador tem chances de 1/6 de perder. Já o segundo jogador, na sua vez, tem 1/5. Mas para que chege a vez dele, o primeiro tem que ganhar. E as chances de o primeiro ganhar são 5/6. Então as chances verdadeiras são 5/6 x 1/5, que dá 1/6. O mesmo vale para o terceiro. Ele tem 1/4 em chances de, no seu turno, perder. Mas, para que seu turno chegue, é preciso que o primeiro e o segundo ganhem, e assim por diante.

Agora vamos analisar a segunda modalidade. Se eu disse que uma é justa, então essa deve ser a injusta. Olhando com atenção, é facil perceber que, quanto antes você jogar, melhores suas chances de vencer, certo? Afinal de contas, quando você der o tiro e vencer, você está livre, e as chances de a bala não sair depois da 2ª, 3ª, 4ª pessoas são pequenas, logo, quanto depois você jogar, menores suas chances de vida, não é? Errado de novo.

É exatamente o contrário que ocorre. Quanto antes você jogar, maiores suas chances de perder. Analisando outra vez as chances de perda:

  • Primeiro jogador: 1/6 (16%)
  • Segundo jogador: 5/6 x 1/6 = 5/36 (13%)
  • Terceiro jogador: 5/6 x 5/6 x 1/6 = 25/216 (11%)

Não acompanhou? É simples: o primeiro jogador tem 1/6 (16%) em chances de perder. O segundo também tem 1/6 na sua vez, mas para que ele possa jogar, o primeiro tem que vencer, e as chances de isso acontecer são 5/6. Então as chances verdadeiras são 5/6 x 1/6, que dá aproximadamente 13%. Já o terceiro jogador, no seu turno, também tem 1/6 em chances de perder, mas, para que seu turno aconteça, os dois outros tem que vencer, e assim vai.

Isso prova que nem tudo que parece, é. A gente muitas vezes olha para o mundo com emoção, e deixa que isso supere o racional. Num jogo desses, aquele que usasse somente a razão teria uma chance de êxito bem maior do que alguém que não pensasse da mesma forma.

O que aprendemos com isso? Ao meu ver, a lição é: quando estiver jogando Roleta Russa, se for jogar pela primeira modalidade, tanto faz, mas se for pela segunda, tente ser o último. Como eu acho que a maioria dos meus leitores não faz parte da Liga Internacional de Roleta Russa, eu acho que isso não foi algo muito engrandecedor nas suas vidas…

Então a verdadeira lição é: vá estudar probabilidades, pois você aparentemente não é bom nisso! E meta bronca em comentários!

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Declaração de amor

Ah, o amor. Sentimento tão bonito que une dois corpos separados em um só. Em todos os sentidos que você queira interpretar. A cultura atual possui várias determinações, e uma delas é que as pessoas que amam alguem devem demonstrar seu amor. Há várias formas de fazê-lo: desde as clássicas, como o bouquet de rosas, até as mais elaboradas.

Quando vim morar no prédio que habito hoje, há pouco mais de um ano, uma das primeiras coisas que reparei ao olhar pela varanda foi uma frase escrita em letras garrafais em uma das ruas do cruzamento onde o prédio fica. A frase era “Te amo, Kinha”.

Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado.
Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado. Clique para aumentar.

Eu não acho que a ideia do amante (“amante” = pessoa que ama) em questão foi muito boa. Vamos analisar as possibilidades. Três coisas podem acontecer:

  1. Kinha gostava do rapaz e ficou lisongeada com a declaração. Ela achou muito lindo e ficou com o amante.
  2. Kinha gostava do rapaz, mas achou a homenagem extravagante. Ela se irritou e terminou qualquer tipo de relação com o amante.
  3. Kinha não gostava do rapaz, e depois disso passou a detestá-lo ainda mais, pois agora o vê como um perseguidor, alguém desagradavel.

Das três possibilidades, duas são contra nosso guerreiro corajoso. A probabilidade está contra ele, mas probabilidade não quer dizer realidade, necessariamente. Ignorando outras variáveis, há 33,3% de chance de Kinha ter gostado da homenagem e ter ficado com o amante. Mas as coisas não terminam aí.

Poucos dias antes da Semana Santa, ao voltar do colégio, olho pela varanda e me deparo com algo interessante:

Dúvida: por que JUSTAMENTE a rua do meu prédio? Não há outros lugares para delcarar seu amor?
Dúvida: por que justamente a rua do meu prédio? Não há outros lugares para declarar seu amor?

Sim, senhoras, senhores e pronomes de tratamento em geral! Outra declaração de amor, dessa vez bem maior e mais vívida, de um outro amante para a Lívia! É inerente ao ser humano o sentimento de inveja. Querendo ou não, todos nós queremos algo de outra pessoa, nem que seja algo pequeno, mas queremos.

Supondo que a Kinha tenha gostado da declaração do seu amante e que eles estivessem juntos até o momento, qual seria a reação dela? Eu responderia sem medo de errar: ela iria dizer para nosso herói coisas como “Por quê fizeram uma declaração maior?” e “Ele ama aquela mulher muito mais do que você me ama!”.

No momento atual, eles devem estar brigados. Kinha deve ter parado de falar com ele, e provavelmente não estão se vendo mais. E por que tudo isso aconteceu? Por que nosso criativo Romeu teve a brilhante ideia de proclamar seu amor no concreto da rua.

O que podemos tirar dessa história? Ao meu ver, a moral é clara: ao se apaixonar, não escreva seu amor no meio da rua! Você não sabe quando algo pode dar errado. Se o romântico autor da declaração para Kinha estiver lendo, boa sorte no seu próximo namoro. Se o autor da homenagem a Lívia estiver lendo, você sacaneou legal o primeiro! Se você não for nem um nem outro, vá para os comentários e vamos falar sobre declarações de amor! Te espero lá e até o próximo post!

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Cinema barato… demais!

Outro dia fui ao cinema no Shopping Guararápes. Sempre gostei mais do cinema Box que há lá em relação ao Uci do Shopping Recife. Em fatores como qualidade de imagem, qualidade sonora, acomodações e marcas de bebidas (Coca-cola x Pepsi), sempre dei meu voto no Box. Seu único problema era ser longe.

Porém, um ponto antes positivo está se tornando negativo: o preço. A sessão que vi nesse dia me custou R$ 3,00 (meia-entrada). É um preço excelente! Porém não só eu acho isso. As dezenas de pessoas que lotaram todas as filas – do ingresso e das salas – também. O cinema estava LOTADO. Um outro fator que me fazia preferir o Box era exatamente esse: ele era vazio. Não é mais.

Mas isso somente não é questão para se reclamar. Todos que lá estavam tinham o mesmo direito que eu de ver um filme, pois pagaram, certo? Errado. Na sala em que fiquei, havia superlotação. Várias pessoas sentadas no chão, e não foi por overbooking! Era ridículo a quantidade de pessoas que descaradamente entravam de sala em sala. Bagunceiros e barulhentos: tudo que pode estragar um bom filme. Muitos nem sabiam que filme passaria na sala.

Com certeza vai vir alguém nos comentários me chamando de elitista, preconceituoso e o escambau. Me desculpe, mas se você fica mudando de sala para ver vários filmes por que não pode pagar o ingresso, fique em casa! Se você quer comentar o filme gritando, vá ver Sessão da Tarde! O preço muito baixo faz com que, além das pessoas que realmente querem aproveitar um bom filme, alguns desocupados que nem ligam vão junto e estraguem a sessão. E não estou me referindo a nenhuma classe social específica, tem muito “mauricinho” que perturba no cinema. Afinal, só R$3,00 para tirar onda com os outros, é uma barganha!

Alguém sem noção chegou ao cúmulo de ir à sala de cinema com alguma espécie de comida marinha… não sei se era peixe, camarão, só sei que o cheiro era terrível! Nada contra comer no cinema: eu adoro uma pipoca ou pão-de-queijo durante o filme… mas tenhamos bom gosto! Ninguém é obrigado a aguentar um fedor de sabe-se-la-o-quê-é!

Bem, depois de chegar em casa fedendo mais do que se eu caisse num caminhão da Netuno Pescados, passei a reconsiderar para onde vou… quero um cinema barato, sim, mas de qualidade. E você, o que acha disso? Mande tudo para o inferno Desça a lenha nos comentários!

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República Federativa do Brasil… por quanto tempo?

Nós, brasileiros, vivemos num país onde todos exercem seus direitos. Um país limpo, democrático, justo. E nessa hora você acorda do sonho e volta a realidade: vivemos num país desigual e corrupto. Mas, antes de tudo, um país até então democrático. Os cidadãos tem o direito de eleger diretamente seus representantes. Os cidadãos tem o direito (e dever) de fiscalizar e cobrar dos seus representantes. Isso caracteriza uma democracia: um governo do povo.

Porém nosso querido amigo e presidente Luiz Inácio Lula da Silva está estranho esses últimos meses. Há alguns meses, ele afirmou que o destino do terrorista Battisti estava “em suas mãos”. Uou! O destino de um ser humano nas suas mãos? Isso certamente é bastante poder! Não estou julgando Battisti, mas a afirmação do presidente. Outra coisa interessante: mesmo a aeronáutica afirmando que os caças suecos são melhores que os franceses, Lula diz que vai comprar os franceses. Ele agora virou ténico em aviação? Isso sem falar no filme da sua vida que (curiosamente) saiu em ano de eleições.

Mas o mais pertinente ao momento e ao assunto deste artigo é a nova “Lei dos Direitos Humanos”. É uma lei que prevê a cassação e pena aos militares da época ditatorial. Lembrando que encontra-se em efeito a Lei da Anistia, que tem como objetivo passar uma borracha nesse passado, anistiando os envolvidos de ambos os lados. Com essa nova lei, quem era de esquerda na época não sofrerá em nada (lembrando que a candidata do presidente 2010, Dilma, era uma dessas pessoas).

E essa lei também tem como objetivo controlar a imprensa! Sim, leitor! Imagine só um artigo de jornal que, segundo o governo, não é bom para ser veiculado. Sabe o que acontecerá? O jornal será punido ou até fechado! Agora me responda: qual a diferença entre isso e os censores da ditadura? Nenhuma! É a volta da Ditadura Militar, mascarada em forma de “República Democrática”.

“Ah, você está exagerando…”, você pode dizer. Pois bem. Esta afirmação abaixo ocorreu esta semana:

Lula exige fim de bate-boca sobre direitos humanos.

Como é que é? Eu li errado? “Exige”? Quer dizer que uma lei é aprovada por ele e todo mundo tem que calar a boca e aceitar? O Brasil conhece isso desde a Constituição Outorgada de Dom Pedro I. Essa é a Lei Outorgada do Lula? Sinto cheiro de arrogância e autoritarismo no ar…

Quanto tempo vamos continuar morando na República Federativa do Brasil, regida por um presidente e vários representantes de acordo com a voz do povo? O nosso sistema político já é deficitário… vai piorar? Quem sabe…

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O tal do “Evangélico”

Olá, senhoras e senhores! Feliz ano novo atrasado! Como vão vocês? As férias me fizeram ficar longe do blog, mas pretendo retomar o rítimo… mas para isso preciso de sua ajuda! Comente e me ajude a manter o blog vivo! ;)

Hoje quero falar sobre uma coisa que me atormenta profundamente: o dito “evangélico”. Para começo de história, o que as pessoas chamam de evangélico (e vou chamar neste texto por questão de praticidade) é, na verdade, um “protestante”. Quem andou dormindo ou twittando nas aulas de história, saiba que a Igreja Católica foi dividida no Cisma, originando a atual Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa. Além disso, com as Reformas Protestantes, como a de Lutero e Calvino, a igreja se dividiu cada vez mais. Essas últimas vertentes é o que hoje chamamos erroneamente de “evangélicos”.

Quem me conhece sabe eu não sou uma pessoa que critica religiões ou crenças. Respeito quem acredita em Deus, em deuses, em Alá, em espíritos, em Dieta dos Pontos e em Papai Noel (apesar de eu não crer na maioria desses). Porém eu não me conformo com coisas que vejo em particular nos evangélicos. Para começo de história, há centenas de igrejas evangélicas. É igreja que não acaba mais! É a batista, a assemléia, a universal, e por aí vai. E eu já vi brigas entre essas igrejas, uma espécie de “luta por fieis”. Se Deus é um só, qual a diferença de ele frequentar uma igreja ou outra?

E continua com algumas restrições que eu simplesmente não entendo. Hoje eu ouvi uma conversa entre uma evangélica desde a infância e uma recem convertida:

Novata: Ei, tem algum problema em usar esmalte?
Veterana: Depende… na batista pode, mas na assembléia não pode…

Como? Eu li a Bíblia, e não lembro onde falava “não usarás esmalte”, nem “não usarás batom”. E, relativo a essa conversa… é incrível a quantidade de pessoas que “se convertem ao evangelho”. Ontem era, hoje não é, amanhã volta a ser, mas daqui a um mês não é mais.

Mas não há como tocar nesse assunto sem falar dos pastores evangélicos. E nesse ponto eu quero fazer uma ressalva: não estou generalizando! Há pastores bons, que passam lições de vida e de comportamento valiosas para o carater da pessoa. Porém, há também os pastores meia-bomba. Ouvindo a um programa de rádio evangélica um dia desses, notei sempre que um ouvinte era atendido, o pastor ouvia 5 palavras, falava qualquer coisa e mandava ele gritar “aleluia” três vezes… Bem, como há tantos evangélicos por aí, imaginei que esse era o método infalível para resolver sua vida! Joguei na Mega da Virada, gritei “aleluia” nove vezes (para garantir) e não fui sorteado. E agora? Ponho na conta do pastor?

Ele é chato...

Ele é chato...

E tem os pastores que são simplesmente chatos! Eu juro que tentei assistir ao programa do R. R. Soares… JURO! Mas depois de muita enrolação e marketing, eu desisti. Era chuva de “aleluia” e “gloria a Deus”, livro do R. R.,  CD do R. R., só falta agora a cueca oficial do R. R. estar a venda! É simplesmente chato!

Como sabem, falar de religião é algo dificil, pois nunca dá para agradar a todos. Mas esse é meu ponto de vista, é acho complicado mudá-lo. Mas vamos conversar nos comentários! Comente agora ou cale-se para sempre comente daqui a 5 minutos!

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Natal: tempo de criatividade publicitária

O Natal se aproxima e,  juntamente com ele, chegam as propagandas do Natal. Que os comerciais atualmente não  estão muito criativos, todo mundo sabe. Mas, no Natal, parece que todos os publicitários preguiçosos se reúnem e usam as fórmulas prontas para comercial de Natal.

Não acredita em mim? Eu reuni alguns dos maiores clichês natalinos da história da publicidade e coloquei-os abaixo em nome de uma loja fictícia. Ligue a televisão e preste atenção. A maioria dos comerciais de Natal que aparecerem terá uma dessas frases:

  • Já é Natal nas Lojas VendeMais! Aproveite nossas ofertas!
  • O Natal chegou mais cedo nas Lojas VendeMais!
  • O Papai Noel chegou mais cedo nas Lojas VendeMais! (Derivação ainda mais tosca da anterior)
  • Natal é tempo de economia e economia é com as Lojas VendeMais!
  • Neste Natal, dê um descanso ao Papai Noel. Faça suas compras nas Lojas VendeMais!

Ah, e sem esquecer, claro, do cenário! É sempre a mesma coisa: a loja decorada com bolas coloridas e brilhantes, os vendedores com gorrinho de Natal, a musiquinha… é sempre a mesma coisa! Note que sempre há um vendedor sorridente, mostrando a caixa de algum produto (muitas vezes um eletrodoméstico) para uma cliente também sorridente.

Aliais, esse clima de festa não e só no Natal. Em qualquer comemoração, é o mesmo padrão. É só você assistir aos comerciais de aniversário das lojas que, por sinal, são muitos! Até  hoje eu não sei quantos aniversários as Casas Bahia fazem por ano.

Outra coisa: notaram que todas as lojas tem os menores preços do mercado? Todos os comerciais falam que “a concorrência tem tal preço e o nosso é 100 reais a menos”. Isso é meio paradoxal, pois se todos tem preços melhores que o dos concorrentes, os produtos não teriam preço!

Mas vou parando por aqui. Publicidade (não-)criativa é um tema que rende bastante assunto. E que tal continuarmos essa conversa? Mande um comentário e vamos debater! ;)

Se essa fosse a vendedora da loja...

Se essa fosse a vendedora da loja...

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Eu tô no Novo Orkut

Olá, pessoal! Tudo bem? Sentiram saudades minhas? Eu passei um bom tempo se atualizar o blog… uma mistura de bloqueio criativo com preguiça procrastinação. Mas o  que vale é que voltei, não é? Então vamos a atualização do dia!

Não é novidade para a maioria, mas o Orkut mudou. O chamado “Novo Orkut” é uma atualização da interface da rede social do Google, e conta com novos recursos interativos. A cara do Novo Orkut se aproxima-o bastante do seu concorrente direto: o Facebook, além de pegar uns recursos do nosso querido Twitter.

Eu, como bom viciado em tendencias e novidades da Tecnologia, corri atrás, suei, ralei e consegui um convite para conferir essa novidade! Para quem não sabe, para atualizar a sua conta para a versão mais recente do Orkut, é necessário receber um convite. Inicialmente, esses convites foram disponibilizados pelo Danilo Miedi, um personagem criado pelo Google para iniciar o marketing viral da nova versão da ferramenta. Os usuários que tinham adicionado o Miedi (trocadilho com “me add”, ou seja, “me adiciona”) receberam convites. Essa semana, mais serão distribuidos por ele.

Mas, deixando o Miedi de lado, pois esse blog é meu (ah, ele também tem um blog, confiram!). Eu recebi um convite para acessar o Novo Orkut. Alguns usuários que foram convidados receberam 10 convites cada. E, aos poucos, os outros usuários vão recebendo também. Vou postar alguns pontos que mudaram entre as versões do Orkut, que, na minha opinião, está melhor que a antiga.

  • Página mais dinâmica: as opções do perfil, fotos, vídeos, scraps e et cétera ficam separadas em abas. A página está mais rápida e prática.
  • Mais interatividade: você pode comentar as ações dos usuários com mais facilidades. E essas atualizações mais recentes (como receebr recado, mandar uma foto…) ficam visíveis na página do perfil da pessoa.
  • Editor “What You See Is What You Get” (O  que você vê é o que você tem): na hora de postar algo, ao invés do HTML ou “BBCode” (aqueles códigos, como [b]negrito[/b]), agora você vê seu texto formatado como ele será visto. Veja a imagem abaixo como exemplo.
Novo Orkut: editor WYSIWYG

Novo Orkut: editor WYSIWYG

Aqui umas screenshots para vocês conferirem. Ah, não esqueçam de ler o fim desse post para uma informação interessante!

Página inicial
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Perfil no Novo Orkut

Perfil no Novo Orkut

Álbum de Fotos

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Vamos agora a parte interessante: você quer um convite para o Novo Orkut?

Eu vou disponibilizar alguns convites. Não posso dizer exatamente como farei isso, mas já dou uma dica: será pelo Twitter. Então, siga-me no Twitter e fique ligado: em alguns dias, eu vou dizer como farei a distribuição de convites para o Novo Orkut!

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