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Arquivo de abril, 2010

Rapidinhas do Cisneiros #13: Ataque do Unicórnio Robô

Esses dias estive ausente, por estar trabalhando e também por minha criatividade estar bloqueada devido a umas espectativas. Mas hoje quero mostrar um jogo que me apresentaram. Vejam só que jogo másculo! O nome: “O Ataque do Uncórnio Robô”.

A história: encarne a pele desse unicórnio num mundo de céu azul, cheio de arco-íris e de grama roxa. Você tem direito a três “desejos” (“vidas”) para conseguir seguir o seu destino e realizar os sonhos do seu coração (“ficar vivo”).

Como podem notar, é o jogo mais gay que ja vi na minha vida… mas é muito bom (um dos melhores jogos em Flash que joguei em minha vida)! Jogue duas vezes e vai viciar. Quem quiser conferir Robot Unicorn Attack, vale à pena. Eu fico por aqui, pois isso é uma Rapidinha e eu quero voltar a jogar.

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Probabilidade é algo fácil! – Roleta Russa

Todos nós trabalhamos com probabilidades. É algo que usamos o tempo todo. É sempre bom ter informações como as chances de chover no dia, as chances de tirar notas boas para passar, as chances do sua chefe te dar aquele aumento que você pediu ontem, em saber que ela estava de TPM e havia brigado com o marido (cerca de 0,0033%, calculando com otimismo).

Probabilidade é uma coisa fácil. Vamos provar aqui que é algo simples, algo que uma criança conseguiria pensar. E, para isso, vamos usar um jogo conhecido como Roleta Russa. A maioria deve conhecer, mas deixe-me dar uma breve explicação. O jogo utiliza uma arma, geralmente uma de seis tiros. Em um dos espaços, é colocada uma bala, e os outros ficam vazios. A seguir, o canhão (onde as balas ficam) é girado e os jogadores, um a um, dão um tiro na sua cabeça. Obviamente, quando a bala sair em um desses tiros, o jogador deste turno perde.

duas variações principais nas regras:

  1. A bala é colocada e o canhão é girado. O primeiro jogador dá um tiro e suas chances de perder são 1/6 (16%). Se ele não perder, é a vez do segundo. Agora, as chances de ele perder são 1/5 (20%). O terceiro tem chances de 1/4 (25%), e assim sucessivamente. Se houver um sexto jogador e a vez dele chegar, logicamente, ele perderá, pois suas chances de perder serão de 1/1, ou seja, 100%.
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  2. A bala é colocada e o canhão é girado. O primeiro jogador dá um tiro e suas chances de perder são 1/6 (16%). Se ele não perder, o canhão é girado novamente, e é a vez do segundo. Como foi misturado de novo, as chances do segundo são, também, 1/6(16%). Todos os outros jogadores também terão chances de 1/6 (16%) de perder.

Agora vamos brincar com probabilidades. Se, na primeira modalidade, as chances vão diminuindo e, na segunda, as chances são constantes, é lógico que a segunda é mais justa, certo? Afinal, da primeira forma, o primeiro jogador tem 16% em chances de perder, o segundo tem 20%, o terceiro 25%, etc. Já na segunda modalidade, as chances de todos os jogadores é 16%, certo? Errado.

A verdade é que o primeiro modo é mais justo, e neles todos tem chances iguais de perder. Vejamos o porquê. Analisando as chances de perda:

  • Primeiro jogador: 1/6 (16%)
  • Segundo jogador: 5/6 x 1/5 = 1/6 (16%)
  • Terceiro jogador: 5/6 x 4/5 x 1/4 = 1/6 (16%)

Não entendeu? Pense: o primeiro jogador tem chances de 1/6 de perder. Já o segundo jogador, na sua vez, tem 1/5. Mas para que chege a vez dele, o primeiro tem que ganhar. E as chances de o primeiro ganhar são 5/6. Então as chances verdadeiras são 5/6 x 1/5, que dá 1/6. O mesmo vale para o terceiro. Ele tem 1/4 em chances de, no seu turno, perder. Mas, para que seu turno chegue, é preciso que o primeiro e o segundo ganhem, e assim por diante.

Agora vamos analisar a segunda modalidade. Se eu disse que uma é justa, então essa deve ser a injusta. Olhando com atenção, é facil perceber que, quanto antes você jogar, melhores suas chances de vencer, certo? Afinal de contas, quando você der o tiro e vencer, você está livre, e as chances de a bala não sair depois da 2ª, 3ª, 4ª pessoas são pequenas, logo, quanto depois você jogar, menores suas chances de vida, não é? Errado de novo.

É exatamente o contrário que ocorre. Quanto antes você jogar, maiores suas chances de perder. Analisando outra vez as chances de perda:

  • Primeiro jogador: 1/6 (16%)
  • Segundo jogador: 5/6 x 1/6 = 5/36 (13%)
  • Terceiro jogador: 5/6 x 5/6 x 1/6 = 25/216 (11%)

Não acompanhou? É simples: o primeiro jogador tem 1/6 (16%) em chances de perder. O segundo também tem 1/6 na sua vez, mas para que ele possa jogar, o primeiro tem que vencer, e as chances de isso acontecer são 5/6. Então as chances verdadeiras são 5/6 x 1/6, que dá aproximadamente 13%. Já o terceiro jogador, no seu turno, também tem 1/6 em chances de perder, mas, para que seu turno aconteça, os dois outros tem que vencer, e assim vai.

Isso prova que nem tudo que parece, é. A gente muitas vezes olha para o mundo com emoção, e deixa que isso supere o racional. Num jogo desses, aquele que usasse somente a razão teria uma chance de êxito bem maior do que alguém que não pensasse da mesma forma.

O que aprendemos com isso? Ao meu ver, a lição é: quando estiver jogando Roleta Russa, se for jogar pela primeira modalidade, tanto faz, mas se for pela segunda, tente ser o último. Como eu acho que a maioria dos meus leitores não faz parte da Liga Internacional de Roleta Russa, eu acho que isso não foi algo muito engrandecedor nas suas vidas…

Então a verdadeira lição é: vá estudar probabilidades, pois você aparentemente não é bom nisso! E meta bronca em comentários!

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Declaração de amor

Ah, o amor. Sentimento tão bonito que une dois corpos separados em um só. Em todos os sentidos que você queira interpretar. A cultura atual possui várias determinações, e uma delas é que as pessoas que amam alguem devem demonstrar seu amor. Há várias formas de fazê-lo: desde as clássicas, como o bouquet de rosas, até as mais elaboradas.

Quando vim morar no prédio que habito hoje, há pouco mais de um ano, uma das primeiras coisas que reparei ao olhar pela varanda foi uma frase escrita em letras garrafais em uma das ruas do cruzamento onde o prédio fica. A frase era “Te amo, Kinha”.

Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado.
Coloquei o traçado em volta, pois está muito apagado. Clique para aumentar.

Eu não acho que a ideia do amante (“amante” = pessoa que ama) em questão foi muito boa. Vamos analisar as possibilidades. Três coisas podem acontecer:

  1. Kinha gostava do rapaz e ficou lisongeada com a declaração. Ela achou muito lindo e ficou com o amante.
  2. Kinha gostava do rapaz, mas achou a homenagem extravagante. Ela se irritou e terminou qualquer tipo de relação com o amante.
  3. Kinha não gostava do rapaz, e depois disso passou a detestá-lo ainda mais, pois agora o vê como um perseguidor, alguém desagradavel.

Das três possibilidades, duas são contra nosso guerreiro corajoso. A probabilidade está contra ele, mas probabilidade não quer dizer realidade, necessariamente. Ignorando outras variáveis, há 33,3% de chance de Kinha ter gostado da homenagem e ter ficado com o amante. Mas as coisas não terminam aí.

Poucos dias antes da Semana Santa, ao voltar do colégio, olho pela varanda e me deparo com algo interessante:

Dúvida: por que JUSTAMENTE a rua do meu prédio? Não há outros lugares para delcarar seu amor?
Dúvida: por que justamente a rua do meu prédio? Não há outros lugares para declarar seu amor?

Sim, senhoras, senhores e pronomes de tratamento em geral! Outra declaração de amor, dessa vez bem maior e mais vívida, de um outro amante para a Lívia! É inerente ao ser humano o sentimento de inveja. Querendo ou não, todos nós queremos algo de outra pessoa, nem que seja algo pequeno, mas queremos.

Supondo que a Kinha tenha gostado da declaração do seu amante e que eles estivessem juntos até o momento, qual seria a reação dela? Eu responderia sem medo de errar: ela iria dizer para nosso herói coisas como “Por quê fizeram uma declaração maior?” e “Ele ama aquela mulher muito mais do que você me ama!”.

No momento atual, eles devem estar brigados. Kinha deve ter parado de falar com ele, e provavelmente não estão se vendo mais. E por que tudo isso aconteceu? Por que nosso criativo Romeu teve a brilhante ideia de proclamar seu amor no concreto da rua.

O que podemos tirar dessa história? Ao meu ver, a moral é clara: ao se apaixonar, não escreva seu amor no meio da rua! Você não sabe quando algo pode dar errado. Se o romântico autor da declaração para Kinha estiver lendo, boa sorte no seu próximo namoro. Se o autor da homenagem a Lívia estiver lendo, você sacaneou legal o primeiro! Se você não for nem um nem outro, vá para os comentários e vamos falar sobre declarações de amor! Te espero lá e até o próximo post!

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Cinema barato… demais!

Outro dia fui ao cinema no Shopping Guararápes. Sempre gostei mais do cinema Box que há lá em relação ao Uci do Shopping Recife. Em fatores como qualidade de imagem, qualidade sonora, acomodações e marcas de bebidas (Coca-cola x Pepsi), sempre dei meu voto no Box. Seu único problema era ser longe.

Porém, um ponto antes positivo está se tornando negativo: o preço. A sessão que vi nesse dia me custou R$ 3,00 (meia-entrada). É um preço excelente! Porém não só eu acho isso. As dezenas de pessoas que lotaram todas as filas – do ingresso e das salas – também. O cinema estava LOTADO. Um outro fator que me fazia preferir o Box era exatamente esse: ele era vazio. Não é mais.

Mas isso somente não é questão para se reclamar. Todos que lá estavam tinham o mesmo direito que eu de ver um filme, pois pagaram, certo? Errado. Na sala em que fiquei, havia superlotação. Várias pessoas sentadas no chão, e não foi por overbooking! Era ridículo a quantidade de pessoas que descaradamente entravam de sala em sala. Bagunceiros e barulhentos: tudo que pode estragar um bom filme. Muitos nem sabiam que filme passaria na sala.

Com certeza vai vir alguém nos comentários me chamando de elitista, preconceituoso e o escambau. Me desculpe, mas se você fica mudando de sala para ver vários filmes por que não pode pagar o ingresso, fique em casa! Se você quer comentar o filme gritando, vá ver Sessão da Tarde! O preço muito baixo faz com que, além das pessoas que realmente querem aproveitar um bom filme, alguns desocupados que nem ligam vão junto e estraguem a sessão. E não estou me referindo a nenhuma classe social específica, tem muito “mauricinho” que perturba no cinema. Afinal, só R$3,00 para tirar onda com os outros, é uma barganha!

Alguém sem noção chegou ao cúmulo de ir à sala de cinema com alguma espécie de comida marinha… não sei se era peixe, camarão, só sei que o cheiro era terrível! Nada contra comer no cinema: eu adoro uma pipoca ou pão-de-queijo durante o filme… mas tenhamos bom gosto! Ninguém é obrigado a aguentar um fedor de sabe-se-la-o-quê-é!

Bem, depois de chegar em casa fedendo mais do que se eu caisse num caminhão da Netuno Pescados, passei a reconsiderar para onde vou… quero um cinema barato, sim, mas de qualidade. E você, o que acha disso? Mande tudo para o inferno Desça a lenha nos comentários!

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Rapidinhas do Cisneiros #12: Tucson

Sentiram de novo a minha falta? Depois de um bom tempo de irresponsabilidade blogística, estou de volta a postar no Cisneiros por aí. E espero que seja par ficar!

Bem, nesse feriado de Semana Santa, viajei para Gravatá. No momento que escrevo, estou na recepção do hotel Portal de Gravatá, com um Macbook. O problema é que o Macbook tinha ficado no carro, e o manobrista tinha estacionado. Para entrar na Internet, fui procurar o carro para pegar o Macbook. O problema: sabem o quão difícil é achar um carro preto à noite num estacionamento enorme? E se o carro é um Tucson, então? Foi quase impossível!

Primeiro: estava escuro e o carro é preto. Segundo: havia, no mínimo, 30 Tucsons pretos! Sabem o quão frustrante é você pensar “finalmente achei”, e quando chega não é o carro? É chato uma vez… depois do décimo Tucson começa a ficar insuportável!

A sorte de você, caro leitor, é que sou nerd o suficiente para continuar procurando até achar. Achei o “novo Fusca” (a.k.a. “Tucson”) certo e peguei o computador. Desabafo feito, espero que tenha rido um pouco da minha desgraça… esperem mais por vir!

O seu blogueiro favorito atualizando o seu blog favorito... ou não!

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